Lição 11 - Jacó: de Enganador a Homem de honra - EBD CPAD 2026 2º Trimestre Adultos
Você já foi transformado por Jesus Cristo? Ser crente é ser nova criatura, gerada pelo Espírito Santo (Jo 3.3). Jacó teve um encontro com Deus em Betel e ali começou o processo de transformação em sua vida. Depois, no retorno para a casa de seus pais, ele teve outro encontro com Senhor em Peniel, que significa “a face de Deus” (Gn 32.30). Jacó lutou com um anjo e teve seu nome mudado para Israel, que significa “ele luta com Deus”. O Senhor mudou o caráter de Jacó e também seu nome.
TEXTO ÁUREO
“Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel,
pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.”
(Gn 32.28)
VERDADE PRÁTICA
Somente Deus pode transformar o caráter e a vida do ser humano.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 32.22-31
22 - E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas
mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau
de Jaboque.
23 - E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha.
24 - Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia.
25 - E, vendo que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa; e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.
26 - E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se me não abençoares.
27 - E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.
28 - Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.
29 - E Jacó lhe perguntou e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali.
30 - E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.
31 - E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa.
23 - E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha.
24 - Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia.
25 - E, vendo que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa; e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.
26 - E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se me não abençoares.
27 - E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.
28 - Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.
29 - E Jacó lhe perguntou e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali.
30 - E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.
31 - E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa.
INTRODUÇÃO
Jacó cresceu em uma família marcada por favoritismos e conflitos:
Isaque amava Esaú, e Rebeca, a Jacó. Nesse ambiente, ele aprendeu a
enganar para alcançar o que queria. Contudo, ao fugir de casa, começou o
processo de transformação que Deus realizaria em sua vida. O homem que
enganou passou a ser enganado, e nas lutas e dores foi sendo moldado
pelo Senhor. Em Peniel, teve um encontro decisivo com Deus e recebeu um
novo nome: Israel. Nesta lição, veremos como Deus mudou seu caráter e
fez dele um homem de honra, mostrando que só o Senhor pode transformar a
vida humana. A história de Jacó nos ensina que a verdadeira mudança não
vem das circunstâncias, mas do encontro pessoal com Deus, que nos faz
novas criaturas.
1. Um encontro especial.
Jacó encontrou Raquel, filha de Labão, quando ela tentava dar de beber aos rebanhos de seu pai, pois era pastora de ovelhas (Gn 29.10).
Ela era a filha mais nova de Labão e tornou-se o grande amor de Jacó.
Porém, ele chegou à casa de seu tio sem dinheiro algum. Naquele tempo,
era necessário dar ao pais da noiva um dote antes do casamento. Sem
recursos financeiros, Jacó fez um acordo com seu tio: Ele trabalharia
sem receber nada em troca durante sete anos para ter Raquel como esposa.
O acordo de sete anos foi firmado entre o tio e o sobrinho. Jacó
trabalhou duro e cumpriu seu acordo, mas Labão usou de engano. Depois de
dar um banquete pelo suposto casamento com Raquel, na noite de núpcias,
em lugar de entregar Raquel ao genro, pôs Leia ao lado dele (Gn 29.23).
2. O enganador é enganado.
Jacó colheu aquilo que ele havia semeado: mentira e engano. Deus nos
perdoa, mas também nos disciplina. O princípio espiritual do Senhor
permanece o mesmo: “Não erreis [...] tudo o que o homem semear, isso
também ceifará” (Gl 6.7; cf. Pv 22.8).
Talvez, esse triste acontecimento — ser ludibriado pelo próprio tio —
tenha feito Jacó refletir a respeito de seus atos e do mal que causara
quando enganou seu pai e seu irmão (cf. cap. 27). Leia era a filha mais
velha de Labão, e ele não teve escrúpulos em usá-la para enganar Jacó. O
amor de Jacó por Raquel era grande, e seu trabalho era lucrativo para
Labão. Jacó não desistiu de sua amada e trabalhou pesado por mais sete
anos por ela. Aprendemos que o amor não desiste com facilidade.
3. Muitos filhos.
Este triste episódio na vida de Jacó nos mostra que a poligamia era
algo comum naquele tempo; no entanto, contrariava e continua
contrariando o propósito de Deus para o ser humano — o casamento
monogâmico e hetero, um homem e uma mulher (Gn 2.24). Na Nova Aliança, a monogamia é a única forma legítima de casamento (Mt 19.4-6; Mc 10.4-9).
A poligamia trouxe consequências terríveis para as famílias, em
especial a família de Jacó. Porém, Deus honrou a Jacó e lhe concedeu
muitos filhos. Os filhos sempre foram e são “heranças do Senhor”, ou
seja, são uma recompensa que Ele nos dá (Sl 127.3).
Jacó teve filhos com Leia e com a serva dela. Também teve filhos com
Raquel e sua serva. Com Leia, Jacó teve os seguintes filhos: Rúben,
Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom (Gn 29.32-35; 30.17-20), totalizando seis filhos e mais uma filha, a quem deu o nome de Diná (Gn 30.21). Com a serva de Leia, Zilpa, teve dois filhos, Gade e Aser (Gn 30.9-13).
Com sua amada esposa teve dois filhos. São eles: José e Benjamim (Gn 30.22-24; 35.16-19). Com Bila, serva de Raquel, teve mais dois filhos: Dã e Naftali (Gn 30.3-8). Apesar de seus erros, Jacó foi honrado pelo Senhor, e seus filhos tornaram-se os líderes das doze tribos de Israel.
SINOPSE I
A predileção de Isaque e Rebeca pelos filhos teve como consequência a disfunção familiar.
II - JACÓ DESEJA RETORNAR A SUA TERRA
1. Jacó almeja retornar para sua casa.
Depois de trabalhar vários anos para seu tio, Labão, Jacó sentiu o
desejo de retornar a sua terra logo após Raquel dar à luz a José. Ele
pediu que seu tio o liberasse, juntamente com suas esposas e seus
filhos, pelas quais ele trabalhou durante anos (Gn 30.25-27).
Mas o trabalho de Jacó era lucrativo para Labão, e tudo indica que a
saída de Jacó de sua casa não seria tão fácil. Labão pede que Jacó o
continue servindo e faz uma nova proposta ao genro, pois estava vendo
seus bens aumentarem com a bênção de Deus sobre o trabalho de Jacó (v.
27).
2. O acordo entre Labão e Jacó.
Labão não concordou com o pedido de Jacó de ir para a sua terra. Ele
pediu que Jacó ficasse ali, pois reconheceu que o Senhor estava
abençoando sua vida e sua casa por amor de Jacó (Gn 30.27). Para que Jacó não deixasse sua casa, Labão fez a seguinte proposta: “Determina-me o teu salário, que to darei” (Gn 30.28).
Jacó deseja trabalhar para o bem de sua família, e não mais para o
enriquecimento de seu tio. Então, ele propôs que todos os animais
“salpicados e malhados”, e “todos os morenos entre os cordeiros”, e o
que era “malhado e salpicado entre as cabras”, seriam dele. Então, Labão
aceita a proposta dizendo: “Tomara que seja conforme a tua palavra” (Gn 30.34).
3. Deus manda Jacó retornar à casa de seus pais.
O Senhor prosperou o trabalho das mãos de Jacó. Ele cresceu
abundantemente e teve “muitos rebanhos, servos, servas, e camelos e
jumentos” (Gn 30.43).
Não demorou para os invejosos levantarem-se contra ele. Os filhos de
seu tio disseram: “Jacó tem tomado tudo o que era de nosso pai e do que
era de nosso pai fez ele toda esta glória” (Gn 31.1).
Uma acusação mentirosa, carregada de inveja e maldade. Seu tio, de
igual modo, demonstrava grande insatisfação contra ele. O ambiente
tornou-se contrário a Jacó, mas Deus, que tudo vê e é justo, interveio
na situação. O Senhor falou com Jacó: “[...] Torna à terra dos teus pais
e à tua parentela, e eu serei contigo” (Gn 31.3).
Certo dia, quando o sogro afastou-se para tosquiar ovelhas, Jacó
fugiu de Labão, com suas mulheres e seus filhos. Depois de três dias da
fuga, Labão tomou conhecimento de que Jacó fugira com sua família.
Revoltado, saiu em perseguição a Jacó e o encontrou na montanha de
Gileade (Gn 31.22,23).
Sem dúvida alguma, a intenção de Labão era de promover uma grande
represália a Jacó, mas Deus interveio mais uma vez em favor do patriarca
e impediu-lhe de fazer o mal (Gn 31.24-29).
Em seu encontro com Jacó, depois da fuga, Labão questionou o
desaparecimento de seus deuses. Então, Jacó disse a Labão: “Com quem
achares os teus deuses, esse não viva” (Gn 31.32). Jacó não imagina que Raquel, a esposa amada, tinha-os furtado (Gn 31.33-35).
Labão era idólatra e, ao que tudo indica, tinha vários ídolos em sua
casa, e sua filha Raquel seguiu o exemplo do pai. Na fuga com Jacó, ela
furtou os deuses de Labão. Este se foi, porém Jacó prosseguiu sua
caminhada em direção à casa de seus pais e enviou um presente para seu
irmão, Esaú. Então, Esaú deslocou-se em direção a Jacó; este ficou tão
temeroso de uma possível vingança que clamou a Deus dizendo: “Deus de
meu pai Isaque, ó Senhor, que me disse: Torna à tua terra e à tua
parentela, livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú” (Gn 32.9-11). Em seguida, enviou um grande presente para Esaú (Gn 32.14,15).
SINOPSE II
Deus colocou no coração de Jacó o desejo de retornar a sua terra.
III - JACÓ NO VAU DO JABOQUE
1. A angústia e o medo de Jacó.
Aquele foi um momento muito significativo na vida de Jacó.
Obedecendo a voz de Deus, ele estava retornando para a sua terra com
toda a sua família. No entanto, estava muito temeroso com a reação de
seu irmão Esaú. Como seria o encontro entre eles? Ninguém poderia
imaginar. Jacó decide enviar, por intermédio de seus servos, um presente
ao seu irmão.
Jacó teve medo e ficou angustiado ao saber que seu irmão vinha ao seu encontro com 400 homens, um pequeno exército (Gn 32.6). Em meio às situações adversas que enfrentamos, precisamos fazer como Jacó: buscar o socorro divino elevar os olhos aos céus (Sl 121.1,2). Elevar os olhos aos céus é a atitude de quem ora a Deus e confia no seu livramento.
Em meio a aflição, Jacó elabora um plano: Dividir suas esposas e
filhos e os que estavam com ele em dois grupos, como também os animais.
Se Esaú atacasse um grupo, o outro teria a possibilidade de escapar.
Vemos aqui a preocupação de Jacó em proteger sua família. Cabe ao homem,
o sacerdote do lar, proteger e cuidar da segurança de sua esposa e
filhos. Protegê-los com suas orações e jejuns para que Deus os livre de
todo o mal. Como anda a proteção de sua família?
2. Jacó ficou só e lutou com o anjo.
Naquela noite, após sua família passar adiante, ele ficou só;
certamente para orar a Deus e buscar seu socorro. Então lhe apareceu um
homem (um anjo) que lutou com ele até o romper do dia. A luta de Jacó
com o anjo durou toda a noite (Gn 32.22,23). Há momentos em que uma oração sincera basta para que Deus responda (Jr 33.3).
Mas há situações que exigem perseverança: orar, interceder e jejuar,
mesmo sem resposta imediata. Nessas horas, devemos agir como Jacó, que
lutou em fé e declarou: “Não te deixarei ir, se me não abençoares” (Gn 32.26). Vemos aqui perseverança, constância.
3. Jacó é transformado.
Depois daquele encontro entre Jacó e o anjo, ele não foi mais o
mesmo homem. Aprendemos aqui que quem tem um encontro real com Deus não é
mais o mesmo. Não podemos sair da presença do Senhor da mesma maneira.
Ele nos modela, nos transforma, assim como o barro na mão do oleiro (Jr 18.1-6).
Muitos dizem conhecer a Deus e serem cheios do Espírito Santo, mas os
anos passam, e nunca vemos mudança em seu caráter e temperamento; Logo,
podemos dizer que esses ainda não experimentaram um relacionamento
verdadeiro com o Eterno, pois não se deixaram transformar por sua
presença.
SINOPSE III
Jacó ergue uma coluna em Betel e faz um voto ao Senhor.
CONCLUSÃO
Jacó teve muitos momentos difíceis em sua vida; no entanto, um dos
piores momentos foi quando ele enganou seu pai. Esaú prometeu matá-lo, e
ele teve que fugir, indo morar com seu tio, Labão. Na casa de seu tio,
trabalhou muito e foi enganado e invejado. Então, o Senhor colocou em
seu coração o desejo de retornar à sua terra. Mas a saída da casa de seu
tio não foi nada fácil, nem foi fácil o reencontro com seu irmão Esaú.
Em seu retorno para casa, ele lutou com o anjo e teve seu nome
mudado. Jacó, em Peniel, declarou: “Vi Deus face a face”. Seu encontro
com o Senhor salvou-lhe a vida e trouxe uma grande transformação de
dentro para fora.
Comentários sobre a Lição
Homens dos quais o mundo não era digno
O Legado de Abraão, Isaque e Jacó
CPAD - Lições Bíblicas 2º Trimestre
2026 - Adultos
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